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Dicas de presente de Natal (para enoapaixonados)

15 dez

O Natal está chegando e nem sempre é muito fácil escolher o presente para nossos amigos. Principalmente se você tem um amigo ou parente que gosta muito de vinhos e conhece muito sobre eles, certo? Errado! Não é tão difícil agradar com vinhos, pois cada garrafa conta uma história, tem um “porquê” especial. Se você escolher um vinho de qualidade e que tem uma história envolvente, fica muito mais fácil de acertar.

Conheça alguns vinhos com histórias que rodam o mundo:

Casillero del Diablo – Don Melchor elaborou um vinho de reserva privada, para seu próprio consumo. Ele começou a perceber que as garrafas de sua tão exclusiva reserva “desapareciam”. Por isso, para proteger seus vinhos, espalhou boatos de que tinha um diabo dentro da adega em que ele guardava o vinho. A lenda percorreu o país e ele passou a ser conhecido como Casillero del Diablo – o guardião do Diabo.

http://www.vinhosweb.com.br/produto.php?Id=2085
Vídeo que mostra a lenda: http://www.youtube.com/watch?v=kO__Oqh2qG4

Pieza el Coll Aragon – É um vinho que tem um modo de fazer muito peculiar. Na Europa existe a denominação “vin de garage”. O que originou essa denominação são pessoas apaixonadas por vinhos que cultivam vinhas nas proximidades de suas casas, com um método de elaboração e colheita que não são automatizado. Para que ocorra a fermentação, é necessário que a parte interior do bago da uva entre em contato com o resto. Nos vins de garage, os grãos são esmagados um a um, de forma manual. Eles levam esse nome porque são feitos na garagem, de forma simples, como se fosse um vinho para consumo próprio. Por ser uma produção muito pequena, e serem livres de agrotóxicos, têm um cuidado especial para a elaboração, e como resultados temos vinhos de qualidade e surpreendentes.
http://www.vinhosweb.com.br/produto.php?Id=2273

Vinho Madeira – O nome deve-se à origem: é feito na Ilha da Madeira, em Portugal. Mas o vinho carrega muito mais história. O vinho da Ilha de Madeira era muito exportado para a Índia, e os portugueses o transportavam dentro das barricas e, com medo que o vinho sofresse alterações durante o tempo de viagem, fortificavam com álcool vínico. O local no navio que acomodava as barricas era o casco, pois tinha uma temperatura mais baixa que o restante do navio. Até chegar à Índia, a viagem era longa e o navio passava pelos trópicos, que são muito quentes. Ao passar por eles, suportar altas temperaturas e depois seguir viagem, o vinho sofria o que chamamos de estufagem. Chegava na Índia um vinho diferente do que aquele que saía de Portugal. As pessoas gostavam do resultado e os portugueses foram estudar o motivo pelo qual o vinho passava por essa mudança. Descobriram que era a estufagem que dava um gosto característico, um sabor até então desconhecido. E começaram a estufar os vinhos em Portugal, mesmo, e daí originou-se o vinho Madeira que não precisava viajar pelos trópicos para se tornarem tão característicos.
http://www.vinhosweb.com.br/produto.php?Id=2304

Incógnito – Na Europa não é comum ter vinhos varietais porque, em geral, a tradição é fazer cortes. Dentro da legislação portuguesa não era sequer permitido que fosse colocado no rótulo o nome da uva, pois era obrigatório ser um corte. Hans Kristian Jorgensen, um enólogo australiano pra lá de ousado, dirigia a Vinícola Cortes de Cima , localizada na Vidigueira, uma região extremamente quente de Portugal. Por causa das temperaturas, as uvas que se adaptam a climas quentes se adaptaram melhor, como é o caso da Syrah. A adaptação da casta ao clima gerou uvas de altíssima qualidade e, por consequência, um vinho também muito especial e 100% Syrah (varietal). O vinho ficou maravilhoso, mas ele não podia vendê-lo como Syrah porque a legislação não permitia a indicação da uva no rótulo. Foi aí que ele teve a ideia de não colocar o nome das uvas nem se era um corte, chamou-o apenas de “Incógnito” e no contra rótulo escreveu uma frase de Bob Dylan “Para viver fora da lei, você precisa ser honesto” e explicava que o vinho era 100% Syrah.
http://www.vinhosweb.com.br/produto.php?Id=2305

Ruca Malén – Diz a lenda que as mulheres mapuches caminhavam sem levantar a cabeça, por medo de enfrentar o olhar de um deus muito jovem e bonito. Um dia, uma delas, mais audaz apesar de temerosa, enfrentou o olhar do temido deus. Neste momento um relâmpago a atingiu e ela apaixonou-se perdidamente. O deus, comovido, levou-a consigo para o Norte, até este pico que chegava ao céu e de onde nascia uma forte luz: o Aconcágua.
Ele deveria partir. Mas, ofereceu à mulher uma moradia: Ruca Malén, “a casa da jovem”. E também, como um feitiço, ofereceu-lhe um néctar para que ela pudesse tomar e vivenciar de novo toda a alegria de seu olhar.”
http://www.vinhosweb.com.br/produto.php?Id=1459

Aproveite as dicas para dar presentear com história. Afinal, não bebemos apenas vinhos – bebemos emoções.

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